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Wednesday, 9 April 2008

Enchendo a Rabeta de Pina Colada


Pessoal, chega de falar de doença !!!!

Eu queria então contar uma historia que aconteceu Setembro do ano passado quando fui a Berlin com minha amiga LM. Eu e LM fizemos um pacto de sangue. Todo Setembro (mês do meu aniversário) nós passamos alguns dias em um lugar diferente. Começou em 2006 quando fomos a Stockholm e em 2007 fomos a Berlin. Por enquanto nosso universo de abrangência é a Europa. Gente, não pensem que to querendo me mostrar. É que eu moro em Londres, neh. Se eu morasse ainda em Fortaleza, nao seria Stockholm ou Berlin mas Massape ou Piquet Carneiro. Se morasse em São Paulo, seria Itapecerica da Serra ou Pirapozinho. Se morasse no Rio, seria Conceição de Macabu ou Iguaba Grande. É só uma questão de geografia.

Bom, pegamos então um vôo da fome para Berlin. Que cidade fantástica. Gostei tanto que estou até aprendendo Alemão. No dia do meu niver, fomos jantar nesse restaurante Austríaco/Alemão maravilhoso. É no porão da casa que morou Bertolt Brecht (manda email que eu dou as coordenadas). Comida maravilhosa. Obviamente que tomamos cerveja, vinho, um licor no final para arrematar. Já saímos pra lá de tipsy.

Esticamos para um bar que tentamos ir as duas noites anteriores mas não achamos o lugar. Acho que fica em uma dimensão paralela que só alguns motoristas de táxi conhecem a passagem. Sorte nossa, encontramos um táxi dessa confraria. Um lugar bem bacana. Chegamos em grande estilo. Por alguma razão desconhecida, o bar inteiro parou para nos ver descer do táxi. Entramos no bar e as pessoas não pararam de olhar pra gente. Nos sentimos como Rodrigo Santoro e Gisele Bundchen (qualquer semelhança é mera coincidência). Sorte nossa, era cocktail night. Pedimos então duas Pinas Coladas para relaxar e entrar nesse clima de pessoas famosas.

Pessoal, vcs não vão acreditar. O garçom trouxe os drinks em um copo que deveria ter pelo menos 1.5 litros. Era um balde de vidro. Foi aí que descobrimos que todos os drinks eram servidos naquele tamanho na Cocktail Night. Como não tivemos opção, enchemos a rabeta de Pina Colada. Resultado: conhecemos metade do bar, dançamos em cima da mesa, ganhamos ingressos para um club. Na hora de ir embora, tentamos pegar um táxi mas os sons que saiam das nossas bocas não eram compreendidos (tentamos Alemão, Inglês, Português, Espanhol e até Tererequistes). Acordamos no outro dia com uma ressaca que vcs nem imaginam. Uma gastura na boca horrível. Prometemos que nunca mais nessa vida tomaríamos Pina Colada. A cota de uma vida já havia se esgotado. Passamos o dia descansando e a noite saímos para um outro bar.

Vale abrir um parêntese aqui. Berlin é uma cidade em efervescência e ainda em fase de reestruturação. É notório como a cidade ainda está se adaptando a era pós-muro. Você nota isso claramente quando conversa com as pessoas e até mesmo pela geografia da cidade. Uma conseqüência interessante dessa adaptação é a necessidade e/ou obrigação das pessoas de serem criativas, modernas, cosmopolitas e vanguarda. Vê-se isso claramente no conceito de muitos bares, restaurantes e áreas de lazer de Berlin. Quase todos têm algo único, inusitado ou temático. Alguns deles juntam tudo isso em um pacote só e se torna bizarro e, muitas vezes, interessante. Por exemplo, entre o rio e um bom pedaço que ainda existe do muro, ha uma praia artificial, com areia, coqueiros, quadras de vôlei, cadeiras de bronzear, chuveiro, e tudo que se tem direito. É claramente uma instalação para não turistas, já que não consta (que eu saiba) em guias e que não tem nem mesmo placa na entrada. Não há nem mesmo entrada. É um portão de ferro enferrujado, que vc tem meio que empurrar com forca. Nós encontramos sem querer. Queríamos ter a sensação de alguém que estaria do outro lado do muro. Tentamos passar bem rapidinho achando que era proibido. Foi realmente como entrar em uma dimensão paralela. Essa é a melhor descrição de Berlin. Uma cidade com portais para varias dimensões paralelas.

O fato é que Belin é umas das cidades mais interessantes da Europa. Mas claro para quem vai com olhos de explorador e curioso. Se sua praia é fazer compras, tirar zilhoes de fotos só para mostrar aos amigos, reclamar da comida dizendo que sente falta de baião-de-dois e passar a viagem dizendo que a cidade que você mora é ainda o melhor lugar do mundo, não vá. Vá pra Paris levar porrada de Francês e comprar perfume falsificado que o que tu mereces......... Desculpa gente, acho que me empolguei.....

Voltando ao assunto, o bar que fomos na noite seguinte segue a linha criativa over-the-top. Pela fachada, vc pensa que é um jazz bar já que tem uma silhueta de um homem com um saxofone. Vc entra e a coisa fica multi estilosa. Tem um bar que é uma pedra com água escorrendo e um papel de parede com arvores estampadas. Do outro lado tem uma parede com um tema marinho e luminárias em forma de golfinhos, lulas (não o presidente) e tubarões. E o fundo do bar é bem psicodélico, com luz negra, néon e mesas de vidro iluminadas. Uma experiência rica aos sentidos. Todos os sentidos mesmo, já que as cadeiras do bar vibram.

Advinha o que tomamos nesse bar...................…….Pina Colada.

Abracao,

N

2 comments:

Odila Giunta said...

nelson!
eu nao vejo a hora da sua proxima viajem ou suas novas aventuras, em um cafe, medico, taxi, escada rolante... ce devia andar com a maquina digital a mao para fotografar esses lugares! na verdade nem precisa, pq vc descreve tao bem, q ja consigo ver tudo!! e da-lhe pina...

beijao
odila

Ana Paula Cardoso said...

Lord Nelson, eu já resolvi: quero ir a Berlim na sua companhia. Nem que eu tenha que te pagar a passagem no vôo da fome e levar uma rede pra gente dormir nos coqueiros da praia artificial além muro... babei de admiração em cada linha deste texto...sou sua fã!!!!!!!