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Tuesday, 16 September 2008

Aumilhação


Meu povo, voltei!! E em clima de volta, vou fazer um post luso-brasileiro.

Se vocês não sabiam, eu estou em terras alencarinas nesse exato momento. Muito sol, muita caipirinha e, é claro, muitos corpos seminus. E viva os frescos trópicos!!!

Mas eu queria mesmo era falar sobre minha estada forcada em terras de nossos colonizadores. Pois é. Apesar de gostar muito de Lisboa dessa vez tive que passar uma noite lá contra a minha vontade. Basicamente, meu vôo de terras Elisabetanas para terras Alencarinas fazia conexão em terras Pombalinas. Como a pontualidade Britânica é algo que inglês não ver, meu vôo saiu atrasado de Borislandia. Pense numa correria para pegar o segundo vôo! A correria foi tanta que eu ouvi Carruagens de Fogo no background. Mas valeu a pena pois eu cheguei ao portão de embarque a tempo de pegar o vôo.

Mas, como alegria de quem compra passagem parcelada é pouca, qual não foi minha surpresa quando a educada, delicada, atenciosa e respeitosa rapariga pediu que eu aguardasse ao lado. Na verdade, não somente eu mas 24 outras pessoas. Sem maiores delongas simplesmente aquela airline lusitana havia cancelado nossos acentos e teríamos que passar uma noite naquela potencia do século XVI. O pior é que não havia explicação. A dita rapariga, ou melhor, o dito nariz (ela era um nariz que tinha uma pessoa) entrou em pânico. Ela tremia mais que Sobral durante o terremoto. Mas bom mesmo eram meus companheiros de fado. Tinham suíços, alemães, holandeses e cearenses. Uma das companheiras, no alto de sua sapiência e eloqüência, resumiu o que estávamos passando:

Isso e uma fulerage. To é aumilhada!!

O fato e que nos levaram para um hotel e teríamos que pegar o próximo vôo no dia seguinte. Eu não estava acreditando. Mas, como diria o outro, o que não tem remédio, morre de dor.

Como eu já estava ali mesmo e não tinha o que fazer, liguei para meu amigo JF para fazer um catch-up (sem bicos dessa vez). Saímos para jantar. E como uma boa noite portuguesa, o jantar fora regado a cerveja na entrada para abrir o apetite, vinho durante o jantar, um porto para o pós-jantar e é claro um whiskinho básico para a digestão. Sem falar do conhaque em casa de JF para fechar a noite com chave de ouro e Neosaldinas.

O fato é que acordei no outro dia com uma ressaca daquelas e um mau humor horrendo. Eu acho que o conhaque não caiu bem. Passei a manha no hotel e no começo da tarde fui ao aeroporto para pegar meu vôo. O pior eh que meu mau humor crescia exponencialmente. Meu povo, hoje eu tenho tanta pena das hospedeiras de bordo do meu vôo. Eu fiz da vida delas um inferno. O inferno foi tão grande que eu chamava as raparigas e quando elas chegavam, eu dizia: Esqueci!

Bom, cheguei finalmente ao Pinto Martins (carinhosamente conhecido como Pinto novo). A partir daí foi tudo festa e ainda esta sendo. Aguardem os próximos posts pois o aroma de rapadura que reina por aqui esta obrando milagres para a minha criatividade.

Abraços

Nelson

2 comments:

maria odila said...

EBA !! QUE BOM Q VOLTASTE A ESCRITA!!! ESTAVA COM SAUDADES DO SEU HUMOR APIMENTADO!! QUE VENHAM VARIOS POSTS, POIS IMAGINO O Q ESSES CORPOS NUS NAO DEVAM ESTAR PROVOCANDO....
TE CUIDA , BEIJAO
SAUDADES
NOS DAQUI

Fernanda said...

Eu odeio a TAP. Eles ja fizeram isso comigo, mas foi pior pq colocaram a culpa na agencia de viagens de SP...