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Thursday, 23 December 2010

Tasks de final de ano

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Nelson Gurgel's profile on LinkedIn

Final do ano chegou e começou aquela novela de mandar cartões de natal e presentes para clientes. Todo ano é a mesma coisa. Um pilha de cartões em cima da mesa e assinaturas mil. Quando não, os estagiários entram no jogo. No final não sei nem quais cartões eu assinei. Ainda bem que não trabalho em uma empresa de cartões pois acho essa coisa de cartão muito sem futuro.

Esse ano resolvi fazer diferente.  Reduzi o numero de cartões e enviei somente a clientes/prospects que eu realmente mantive algum relacionamento em 2010, aqueles que não tive relacionamento mas gostaria de ter tido e aqueles que quero ter algum tipo de relacionamento (comercial, claro!).

No ano passado acho que mandei mais de 300 cartões. Esse ano mandei 50. No ano passado não recebi sequer um emailzinho agradecendo o cartão. Essa ano já recebi 12 . Ou seja, qualidade é mais importante que quantidade nesse caso.

Pondo esse debate entre quali e quanti (parece até pesquisa) de lado por um momento, eu  acredito que os emails que recebi foram por causa das mensagens. Eu escrevi algo relevante e em muitos casos algo relacionado com a minha relação (comercial) com aquela pessoa ou empresa. Ficou claro que o cartão havia sido personalizado e penso que isso fez a diferença. As pessoas reconheceram que meu cartão não veio de um linha de produção, principalmente porque seria mais facil mandar um ecard.

Para ter mais insights sobre esse ‘fenômeno’, aconselhei alguns colegas a fazerem o mesmo. Alguns deles toparam o ‘desafio’ e escreveram mensagens personalizadas em alguns cartões. Todos os que assim fizeram receberam pelo menos um email de agradecimento. E os que não fizeram? None!

Quanto a presentes para clientes, esse ano tambem fiz diferente. Todos os anos mandamos chocolates, vinhos, vouchers etc etc etc. Essa ano resolvemos ajudar instituições e fazer a doação em nome do cliente. Até aí tudo bem. Muita empresa tem feito isso. A diferença é que não serão presentes de natal mas presentes de ano novo desejando aos clientes um excelente inicio de ano e que se estenda por todo 2011.

Ora, as pessoas tentam fugir da conotação religiosa do natal desejando Happy Holidays ou Season’s Greetings mas no final das contas o natal e até mesmo o ano novo são festividades cristãs e/ou ocidentais. Em um país como o Reino Unido e mais precisamente em uma cidade como Londres onde mais de 30% da populacao é formada por estrangeiros e minorias étnicas, a gama de religiões, crenças e costumes é imensa e os ‘holidays’ não fazem muito sentido. Mas um ponto que todos tem em comum é o desejo de um novo ano mais próspero que o anterior. Enviaremos esses certificados de doação com uma mensagem em Janeiro. Vamos ver o resultado.

No final, o que eu queria mesmo ressaltar é que precisamos fugir dos lugares comuns e, apesar de termos que seguir certas convenções, podemos e devemos quebrá-las quando possível. Que coisa mais irritante aqueles cartões de natal com frases prontas e uma assinatura de médico! Que coisa mais inconveniente aquela caixa de chocolates Godiva divina quando você não quer engordar nesse final de ano! Tente, invente, faça uma ação diferente! (espero não ser processado por plágio. Haha).

Sunday, 5 December 2010

Ereader: Mais que uma nova tecnologia, uma revolução.


Eu sou um apaixonado por novas tecnologias. Apesar de não necessariamente ter todos os novos gadgets, eu acompanho e me encanto como a cada ano eles chegam mais inovadores, avançados e, principalmente, focados em determinados nichos. Esse é o caso dos ereaders. Febre absoluta no Reino Unido e Estados Unidos, os ereaders estão fazendo uma entrada modesta em terras Brasilianas. Modesta sim, mas com grande potencial.


Eu tenho um Amazon Kindle e, sem sombra de duvidas, ele mudou minha vida. Diferentemente de outros ereaders, o Kindle vem com 3G grátis em 100 países do mundo. Em minhas recentes ferias em Fortaleza, por exemplo, chequei meus emails, twitei e usei o google varias vezes sem problemas.

O mais inovador no ereader é a maximização da capacidade de leitura. Pode-se armazenar de 1000 a 3500 livros (dependendo do modelo e marca). Sem falar no e-ink. A tecnologia e-ink é interessantíssima. O ereader lembra muito um livro de papel e por causa do e-ink, o leitor pode ler horas a fio sem cansar a vista. Sem falar que você pode ter uma biblioteca inteira no seu ereader e até ter seus arquivos em pdf e word. Tudo isso e mais alguns outros apps aqui e ali, fazem do ereader um item revolucionário.

Alguns falam que o ereader veio para acabar com o livro convencional. Eu não acredito que isso vá acontecer a curto ou médio prazo. A experiência de ler um livro de papel e ainda insubstituível. O livro de papel tem uma química com o tato que faz com que a experiência seja única. Eu acredito veementemente que o erader veio para somar, para salvar a indústria de publicações.

Qual é o futuro do ereader com a chegada dos tablets? Eu particularmente penso que o ereader e o tablet vão se fundir muito em breve. A Amazon já disponibilizou o Kindle para o ipad. O único problema de ler no ipad é que, como ele não vem (ainda) com a tecnologia e-ink, a leitura longa não é recomendada. Sem falar que o peso do ipad está longe de ser comparado ao peso de um ereader. Mas eu imagino que em muito pouco tempo, com a evolução dos tablets, eles vão incorporar a tecnologia e-ink. Essa fusão é inevitável.

E os ereaders no Brasil? A entrada dos ereaders no Brasil ainda é muito tímida. Eu imagino que com a chegada do ipad, o eareader vá pegar carona nessa onda. Mas o grande obstáculo é o pequeno número de leitores. Segundo a revista Super Interessante, o brasileiro ler em media 1 livro por ano enquanto o Americano ler 7 e o Britânico 6. Em um país que o analfabetismo é ainda muito alto, o ereader é sem dúvida um produto para um pequeno segmento de mercado. Pequeno sim, mas de grande potencial de crescimento. Com a melhoria da economia, o aumento no número de pessoas buscando educação e a famosa inclusão tecnológica, o mercado de publicações nunca teve tão promissor. Não é a toa que a Positivo e a Livraria Cultura lançaram um ereader e a Elgin acabou de lançar o seu. Certamente que não há mercado para todos esses produtos. O que vai decidir a briga aqui é, na verdade, o posicionamento.

Todos os ereaders tupiniquins usam o mesmo posicionamento de seus pares nos Estados Unidos e Reino Unido. Pessoalmente acredito que não deveria ser tão assim. Naqueles países o hábito de ler já esta no sangue das pessoas. A tecnologia e praticidade são os principais argumentos desse brinquedinho. Aqui, onde o hábito da leitura é ainda muito pequeno, alem desses atributos, os fabricantes deveriam incentivar a leitura enquanto rotina. No momento eles estão targeting somente os leitores de livros. O papel do ereader no Brasil deveria ser muito maior. O ereader brasileiro é uma ferramenta maravilhosa para incentivar a leitura na geração ´lan house`. Fica aqui o desafio. A Amazon no Reino Unido usa comunicação de massa pra lançar e vender o Kindle. Se minha teoria estiver certa, o ereader que usar essa estratégia no Brasil, e usar bem, vai revolucionar o mercado e construir uma geração inteira de novos leitores. Vamos ver o que acontece. Prometo que vou ficar de olho.