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Sunday, 5 December 2010

Ereader: Mais que uma nova tecnologia, uma revolução.


Eu sou um apaixonado por novas tecnologias. Apesar de não necessariamente ter todos os novos gadgets, eu acompanho e me encanto como a cada ano eles chegam mais inovadores, avançados e, principalmente, focados em determinados nichos. Esse é o caso dos ereaders. Febre absoluta no Reino Unido e Estados Unidos, os ereaders estão fazendo uma entrada modesta em terras Brasilianas. Modesta sim, mas com grande potencial.


Eu tenho um Amazon Kindle e, sem sombra de duvidas, ele mudou minha vida. Diferentemente de outros ereaders, o Kindle vem com 3G grátis em 100 países do mundo. Em minhas recentes ferias em Fortaleza, por exemplo, chequei meus emails, twitei e usei o google varias vezes sem problemas.

O mais inovador no ereader é a maximização da capacidade de leitura. Pode-se armazenar de 1000 a 3500 livros (dependendo do modelo e marca). Sem falar no e-ink. A tecnologia e-ink é interessantíssima. O ereader lembra muito um livro de papel e por causa do e-ink, o leitor pode ler horas a fio sem cansar a vista. Sem falar que você pode ter uma biblioteca inteira no seu ereader e até ter seus arquivos em pdf e word. Tudo isso e mais alguns outros apps aqui e ali, fazem do ereader um item revolucionário.

Alguns falam que o ereader veio para acabar com o livro convencional. Eu não acredito que isso vá acontecer a curto ou médio prazo. A experiência de ler um livro de papel e ainda insubstituível. O livro de papel tem uma química com o tato que faz com que a experiência seja única. Eu acredito veementemente que o erader veio para somar, para salvar a indústria de publicações.

Qual é o futuro do ereader com a chegada dos tablets? Eu particularmente penso que o ereader e o tablet vão se fundir muito em breve. A Amazon já disponibilizou o Kindle para o ipad. O único problema de ler no ipad é que, como ele não vem (ainda) com a tecnologia e-ink, a leitura longa não é recomendada. Sem falar que o peso do ipad está longe de ser comparado ao peso de um ereader. Mas eu imagino que em muito pouco tempo, com a evolução dos tablets, eles vão incorporar a tecnologia e-ink. Essa fusão é inevitável.

E os ereaders no Brasil? A entrada dos ereaders no Brasil ainda é muito tímida. Eu imagino que com a chegada do ipad, o eareader vá pegar carona nessa onda. Mas o grande obstáculo é o pequeno número de leitores. Segundo a revista Super Interessante, o brasileiro ler em media 1 livro por ano enquanto o Americano ler 7 e o Britânico 6. Em um país que o analfabetismo é ainda muito alto, o ereader é sem dúvida um produto para um pequeno segmento de mercado. Pequeno sim, mas de grande potencial de crescimento. Com a melhoria da economia, o aumento no número de pessoas buscando educação e a famosa inclusão tecnológica, o mercado de publicações nunca teve tão promissor. Não é a toa que a Positivo e a Livraria Cultura lançaram um ereader e a Elgin acabou de lançar o seu. Certamente que não há mercado para todos esses produtos. O que vai decidir a briga aqui é, na verdade, o posicionamento.

Todos os ereaders tupiniquins usam o mesmo posicionamento de seus pares nos Estados Unidos e Reino Unido. Pessoalmente acredito que não deveria ser tão assim. Naqueles países o hábito de ler já esta no sangue das pessoas. A tecnologia e praticidade são os principais argumentos desse brinquedinho. Aqui, onde o hábito da leitura é ainda muito pequeno, alem desses atributos, os fabricantes deveriam incentivar a leitura enquanto rotina. No momento eles estão targeting somente os leitores de livros. O papel do ereader no Brasil deveria ser muito maior. O ereader brasileiro é uma ferramenta maravilhosa para incentivar a leitura na geração ´lan house`. Fica aqui o desafio. A Amazon no Reino Unido usa comunicação de massa pra lançar e vender o Kindle. Se minha teoria estiver certa, o ereader que usar essa estratégia no Brasil, e usar bem, vai revolucionar o mercado e construir uma geração inteira de novos leitores. Vamos ver o que acontece. Prometo que vou ficar de olho.

4 comments:

LUIZ FERNANDO said...

Sim esses trambolhos vão mudar a cara do parque gráfico,livros irão sempre existir com química ou sem química (vide a química das fotos reveladas) contudo acho que teremos uma evolução ambiental;menos papel,menos químicos,mais árvores e indústrias com outros focos (oxalá!)
Em tempo:O grande desafio é saber filtrar as informações!
Abraço do seu amigo LUIZ FERNANDO

@ said...

Eh isso aih amigo. Ainda nao inventaram um info filter mas chegamos lah. ;) Nelson

Tathi said...

Nelson, voce já ta quase me convencendo a comprar um. Eu ate poderia ler livros no meu celular mas com certeza não da pra ler por muito tempo. Quero muito me juntar ao coro do 'I love my kindle'! Tathi

@NelsonGurgel said...

Eh isso aih Tati. Acho o Kindle a sua casa. :)